Bem aventurada és tu que acreditaste

Postado por no 29 nov, 2020 em Palavras da Fundadora | 0 comentário(os)

Bem aventurada és tu que acreditaste

Inicio da obra espiritual – março de 1995 (Após 15 anos pude compreender o projeto de Deus)

Entrei na capela, louvando a Deus pelo silêncio e solidão que experimento aqui na Casa de Maria. Pedi-lhe uma fé firme e inabalável. Lembrei-me do cartão que Padre Jonas me enviou, em março de 1995, em que ele dizia: “A tua persistência alimentou a fé dos outros”.

Veio-me à mente toda a mensagem do cartão onde o Padre disse para mim as mesmas palavras que Isabel proferiu a Nossa Senhora, quando Maria foi visitar sua prima. “Bem aventurada és tu que acreditaste, pois se há de cumprir todas as promessas da parte do Senhor”

Caí em mim, neste momento, e compreendi muitas coisas. Percebi que, até então, a obra material estava iniciada e naquele cartão estava o marco de início da obra espiritual que aconteceria e acontece aqui neste lugar. Naquele momento, Deus começou a falar convocando-me para eu me retirar, recolher-me, isolar-me para ouvi-lo, para escutar o que Ele queria me comunicar. Isso foi em 29 de março de 1995.

Obedeci. No dia seguinte estava eu, sozinha, na casinha de Nazaré, em oração e aguardando a revelação da vontade de Deus.
Foi ali que tudo começou. E eu digo que ali foi a nascente de toda esta obra de restauração interior, para resgatar a santidade original perdida pelo pecado. Ela existe para gerar santos e santos para a Igreja.

Dentro de mim está tudo muito vivo. Nunca irei me esquecer das experiências profundas de Deus que aconteceram naquela casinha, neste lugar santo que Deus escolheu para derramar sua misericórdia no coração de Seus filhos. Meu Deus, olhando para minha vida, vejo que ela não teria sentido se o Senhor não tivesse olhado para mim e me arrancado do mundo e suas futilidades e me trazido para o Seu coração de Pai. Aí é o meu lugar.

Casa de Maria é o coração de Jesus e o ventre de Maria, o ventre que gerou o meu Senhor que continua sendo gerado em nossas vidas.
Jesus, meu rei, meu tudo, meu amado, estou aqui e permanecerei aqui até que venhas me buscar. Comigo estarão outros que o Pai escolheu e determinou guardá-los no teu coração. São pessoas tementes a Deus, dóceis, corajosas e determinadas, como eu.

É preciso coragem para mergulhar neste abismo infinito de Amor e misericórdia que é o abraço do Pai. Nada me atrai, nada me encanta que não seja o “estar” em Deus.
Saboreio a presença silenciosa e amorosa daquele que é, que está e que permanecerá para sempre. Nós é que não o percebemos. Senti uma voz no meu íntimo: “Não te preocupes, filha, com as vocações para esta obra. Ela é iniciativa minha e não tua. Cabe a mim decidir a hora e o momento exato de Eu agir. Ainda não chegou o tempo. Está sendo tudo preparado para aqui ser o refúgio para os meus eleitos. Por isso, Eu a quis independente, não dependente de nada, nem ninguém, só dependente de mim. Por isso Eu a quis livre para agir, segundo as minhas orientações.

Não queira a casa cheia. Aqui não é lugar de multidões. Aqui é lugar de experiência do meu amor e esta experiência não se dá em massa. Ela acontece num relacionamento íntimo, tu a tu. Ela é para poucos.

Sabei esperar. Comunique aos outros que aqui é e será aquilo que Eu quero e não o que querem que seja. Aos poucos darei acabamento à obra que inicia em você e em todos que se entregarem a mim.”

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