Casa de Maria

Porque decidi iniciar esta obra

Por que decidi iniciar esta obra

 

O que me levou a iniciar a fraternidade Família de Nazaré foi uma experiência forte com Jesus crucificado que me fez enxergar a situação dolorosa da Igreja necessitada de restauração, pois tinha perdido sua identidade original.

Dentro de mim, ressoava forte este apelo de Jesus: “Olhe o estado em que eu fiquei. Restaura o meu corpo doente, sofrido, semi-despido, esfacelado”.

Chorando muito, ali mesmo eu me propus a fazer o que fosse necessário para que isto acontecesse. Ali eu me entreguei em suas mãos numa oferta viva de amor.

Com o passar do tempo, após 15 anos, tudo foi se encaixando e pude perceber, com clareza, o carisma Família de Nazaré que Ele deu a mim para atender à necessidade da Igreja e do mundo de hoje.

 

Família de Nazaré é um dom para a Igreja e para o mundo contemporâneo.

Hoje estou convicta: Família de Nazaré existe para gerar vidas espirituais, vidas santas, vidas restauradas. É uma geradora de santos, mártires do século XXI, colaborando assim para a restauração de todo o corpo místico de Cristo partido, retalhado, agonizante que é a Igreja.

 

E esta gestação acontece na dor das renúncias de cada dia, da entrega total e no sofrimento das incompreensões, humilhações e perseguições.

Esta gestação vai culminar na alegria do novo nascimento, do abandono nos braços do Pai, da aceitação incondicional dos seus desígnios.

 

A Casa de Maria é este lugar de gestação, de amadurecimento, de crescimento do homem interior, do homem de Deus que trazemos dentro de nós.

Por isso, deverá ser um tempo de permanecer no útero até que estejam prontos para voltarem no mundo e ali serem sal e luz.

 

Hoje vejo que estou em comunhão com a Igreja (Documentos do Santo Padre), comigo mesma e seguirei firme rumo à meta que somos chamados a seguir: santidade.

 

 Esforçar-me-ei para que nada venha desviar, nem mudar aquilo que Deus colocou no meu coração, nestes anos todos.

 

Tenho vivido esta gestação, este amadurecimento, este “ser restaurado” e “restaurador”, a partir do momento em que o Senhor me tirou os meus apoios, a minha confiança em pessoas. Vejo-me hoje confiando unicamente no Senhor.

 

Tenho dado passos na fé e vejo o efeito nas pequeninas coisas, nas orações em comum, nas partilhas e reflexões da Palavra, no colocar no papel tudo que Ele me orienta.

 

Estou hoje vivendo esta primavera na Casa de Maria, juntamente com irmãos que acreditam em mim, me incentivam, e me empurram para a frente.Isto é vitalidade na missão. O mundo não mais me seduz.

 

Sou missionária onde estiver. Levo Jesus nos ambientes mais comuns. Unida a Ele, levo paz, amor e presença de Deus aos meus irmãos.

 

A novidade que a Família de Nazaré traz para o mundo é: viver o oposto que a sociedade atual vive.Viver e ser como Maria e José, espelhando mesmo na realidade de Nazaré: docilidade a Deus, dependência unicamente da graça, seguindo as moções do Espírito, acolhendo os que passam por nós, os que chegam sedentos e famintos de Deus, educar os membros com o coração e a mente de Jesus, Maria e José, fazendo do trabalho uma verdadeira oração de oferta de amor a Deus pela conversão e santificação do mundo.

A novidade é que queremos ser almas eucarísticas, almas que carregam o sagrado dentro de si, que carregam Jesus crucificado e ressuscitado, um Jesus que morre e sacrifica sua vida a cada instante, em cada ato de obediência à vontade de Deus, renunciando a sua vontade.

 

Ao mesmo tempo almas que carregam um Jesus ressuscitado que ama, perdoa, liberta, cura e salva pela força infinita e poderosa do amor misericordioso de Deus que olha para sua família aqui na Terra e aguarda ansioso a sua volta para o coração do “Pai”.

 

Tudo isto acontece por Maria, em Maria e com Maria que é o modelo desta humanidade nova que vai viver em “novos Céus e nova Terra”.